Vida com História

Um cachorro fez xixi na árvore de Natal

Momento

Comentários (0) / 18 de novembro de 2019

Época de tirar as guirlandas das caixas, arregaçar as mangas e se empenhar na montagem da árvore de Natal.

Alguns enfeites tem lugar cativo e, aos poucos, se espreguiçam depois de um ano guardados. Galho a galho, o símbolo de fraternidade e de paz cresce em direção ao céu. Pouco importa o tamanho da árvore, se natural ou de plástico, concorrente de alegoria de escola de samba ou não, ela cumpre o seu papel, nos lembrando que o bem maior de todos e o presente que deveria ser depositado, aos seus pés, é o amor.

Depois de um bom tempo, ornamentando o lindo pinheiro, você observa orgulhosa a sua obra de arte – distraída do aborrecimento que será desmontar e recolher tudo de novo, em algumas semanas – e aciona o botão que faz a árvore ganhar vida; acende as luzes do espírito do Natal, com a expectativa de ver sair do saco do Papai Noel um pedido realizado.

Uma data que abastece a gente, em cada laço, com o combustível da esperança. Feliz Natal é a mensagem distribuída entre as pessoas e o desejo de que todas, realmente, usufruam do sentido maior de estar reunido em volta de uma linda árvore.

No shopping, a esplendida decoração de Natal aponta para você, como se estivesse cobrando mais empenho na sua decoração. A vontade de levar a casa completa do Papai Noel, com ele mergulhado em uma deliciosa banheira de espuma é difícil de combater. A arquitetura das decorações se sofisticam a cada ano e fazem um convite a aprender com o bom gosto e a criatividade explorados no tema.

Passeando por um desses cenários de Natal quase me convenci de que Papai Noel existe, quando entrei na linda casa, rodeada por árvores de vários tipos e a principal, deslumbrante, com o brilho e o glamour que a ocasião merece. Como eu, crianças, adultos e pets desfilavam hipnotizados pela decoração.

O inesperado chegou, sem avisar, e invadou o playground de Natal. Um filhote de pitbull acertou o tronco do pinheiro principal, preparado para as fotos com o Papai Noel. Os donos de outros cachorros, que rodeavam por ali, correram para pegar o seu exemplar no colo e evitar qualquer envolvimento com o fato. Sobrou um pitbul assustado, com o grito das crianças que testemunharam o momento em que o jato de xixi regou a árvore de Natal.

Essa imagem me fez pensar nos “atentados” que o propósito do Natal sofre, em disputas por razão, por vaidade, por status. Quantos “xixis“ a estrela guia deve assistir, do seu camarote nobre e, ainda assim, continua brilhando.

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