Vida com História

Solidariedade de presente

Momento

Comentários (0) / 16 de dezembro de 2020

Nesse conto de Natal a solidariedade convoca o coração de um menino para um gesto de amor ao próximo. Vamos ser solidários.

Nas ruas da cidade morava um menino que perambulava atrás de abrigo e alimento. Vivia da generosidade de alguns, resistia aos maus tratos de muitos. Quantas vezes ele correu dos cachorros ou perdeu a luta contra concorrentes que, como ele, disputavam um prato de comida ou uma moeda para comprar bebida. 

Você deve estar pensando, que encanto pode ter uma história tão comum?

Vou contar. O menino, em uma noite de chuva, encontrou na calçada um bebê. Pequeno o suficiente para ele por no colo e quase ficar surdo com a sirene de choro que aumentava a medida que ele caminhava. Era tarde, muito tarde; nas casas a confraternização de Natal ocupava as famíías. O menino precisava salvar o bebê e não havia outro jeito senão bater de porta em porta. E assim ele fez. Foram várias tentativas, em vão. Ninguém podia acreditar que um garoto estaria sozinho, na rua, querendo salvar um bebê. O risco que os noticiários apontavam de golpes montados para arruinar uma noite feliz, fecharam várias portas para ele, até que uma janela se abriu e dentro dela apareceu a figura de um velhinho. que você quer meu filho?

Achei esse bebê jogado na rua e  ele precisa de abrigo. Empurre o portão e pode entrar, disse o velhinho.

O garoto ficou entusiasmado com o convite. Teria uma noite de sono decente, talvez uma fatia de peru. Atravessou a porta de entrada, rápido, antes que o velhinho mudasse de idéia. Era um lugar confortável e espaçoso. Colocou o bebê em um sofá, examinou a sala, escolheu outro sofá para passar a noite e caminhou até o velhinho magro, pálido, de cabeça baixa, em uma cadeira de rodas. 

– Como você vê, sofremos do mesmo mal, eu, você e o bebê.

– Não entendi – respondeu o menino.

– O abandono. Eu nessa casa enorme, esquecido, torcendo para alguém bater na minha porta. Gostaria de passar a noite aqui?

– Não.

– Não? 

– Não, eu preciso salvar um bebê e um velhinho. 

E o garoto saiu e bateu em outras portas. Atrás de uma delas, alguém atendeu o pedido do menino. 

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