Quando a tela é uma concha

Natureza

Comentários (0) / 11 de setembro de 2019

Quem não se entusiasma ao encontrar uma linda concha? Uma concha que só você viu, inteira, como se a onda a tivesse carregado, no colo, até a areia.

Uma certa época, quando eu morava à beira mar, minha coleção de conchas era motivo de orgulho. Recolhia as pequenas obras de arte, no verão, e nos dias frios, elas ganhavam desenhos coloridos. Cada um que chegava, em casa, deixava sua marca, impressa nas conchinhas e elas ficavam em exibição, em um barco de madeira, na estante da sala.

Quanta conversa acontecia em volta de um momento de arte espontânea. Posso afirmar que se conchas falassem, teriam muita história para contar. Foram seis meses, onde todas as idades, contribuíram com a decoração delas. O mais divertido eram as surpresas; combinações de cores, formas, respingos e, no final, todas juntas compondo uma criação muito especial.

A concha da foto eu comprei, recentemente, em Olinda. Dois coqueiros e o conjunto de casinhas coloridas remetem à arte deliciosa do simples que encanta. Olhando o desenho, nessa concha, e observando os seus elementos, eu consigo alcançar um pedacinho de areia, imaginá-la deitada ali, no momento único em que alguém a encontrou.

Quanta arte cabe, em um barco de madeira, cheio de conchinhas.

Quanta conversa gostosa acontece quando a atenção está plena, em uma conchinha, e a ausência de wi-fi cede espaço para palitos, pincéis, tintas e imaginação.

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