Vida com História

O que é bem feito sobrevive aos imprevistos

Trabalho

Comentários (0) / 3 de outubro de 2015

Quase um ano foi o tempo de preparativos para o evento. Os detalhes exigiram noites sem dormir, calos na ponta dos dedos e muito talento. Os figurinos pareciam obras de arte esculpidas no corpo das modelos, transformadas em personagens  dos contos de fadas. Cabelo e maquiagem complementam  a alegoria e o salto das sandálias alfinetam o chão da passarela. Finos e super altos eram o acessório perfeito para comportar as longas saias da coleção. No total, vinte looks entraram em cena e despencaram do salto. O cuidado da estilista com as peças não foi o mesmo com as sandálias, emprestadas de uma fábrica da região.  Só a ponta dos dedos ficava à mostra e a fartura de tecido cobria todo o resto. O par de sandálias prata as colocava vários centímetros acima do chão e garantia a elegância para o visual. A primeira a se acidentar tirou a sandália e terminou o desfile descalça. A segunda aguentou firme na ponta do pé e largou o salto quebrado para trás. Os dois casos convenceram a estilista, e as outras modelos desfilaram sem sandálias. O fabricante estava no desfile e correu para saber como poderia ajudar. A estilista respondeu:
– Não precisa fazer nada. A platéia e os jurados entenderam que a sandália não faz parte do meu figurino.

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