Vida com História

O melhor jardim de todos

Momento

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“Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia sobre eles” Rubem Alves 

Orquídea no vaso do jardim

A vida é engraçada. Quanto mais você cobra, menos ela devolve, quanto mais você exige, menos ela entrega. A vida tem uma sabedoria toda própria. Quanta gente faz um super esforço para espantar a tristeza e, ao invés disso, se afunda nela ainda mais. A vida vibra no compasso sensível de energias, conexões e arranjos que exigem esforço. É a sintonia com a vontade incontestável e a crença de que vai dar certo, que faz verdadeiros milagres. 

Você pode ser um adorador fervoroso de qualquer coisa, fazer promessa, implorar. A vida só entrega o pedido, onde encontra força (persistência + constância) de vontade e um coração leve. E com leve eu me refiro a atitudes que carregam em si cooperação e amor ao próximo, como regra máxima. Com isso, não quero dizer que a pessoa deve deitar no chão para o outro passar por cima. Isso inclusive é contra a lei da vida. O que está colocado aqui é fazer trocas onde o que sobra para você completa o que falta para o outro e vice-versa.

A vida é muito objetiva e clara, basta observar a própria natureza. Nela o equilíbrio está no dar e receber. O mais voraz dos carnívoros selvagens caça e mata para sobreviver. Ele não acumula. Não quer ficar com a maior parte da presa. Apenas quer se alimentar. A presa vencida e abatida, é parte da lei natural que privilegia o mais forte e preparado. 

Bons músculos, no corpo e nos pensamentos

Nesse caso, me refiro a músculos, velocidade, fôlego. No mundo irracional, essa regra funciona sem questionamento, dúvida nem contradição. É claro que o fator sorte pode mudar uma perseguição fatal e dar oportunidade para presa sair intacta. Mas essa é uma excessão. Assistir a um felino devorando uma gazela parece desumano e realmente é, para os humanos. No reino selvagem, se eu não capturar a minha presa, vou passar fome e morrer. Essa “consciência” é o fio condutor do reino selvagem. 

Fazendo uma analogia com os seres racionais, poderíamos associar essa busca pela sobrevivência aos pensamentos: Pensamentos bons colocam a favor da vida, a força para seguir em frente. Pensamentos ruins enfraquecem a vida. Quando uma pessoa busca um objetivo e não confia na sua força para chegar lá, provavelmente vai fracassar, no caminho. 

O irracional segue o instinto, o racional segue a vontade

Um animal selvagem, quando encontra a presa, “só vai”. Acredita na própria força para capturar o alimento e se garantir. Ele não questiona se vai conseguir ou não. Prepara o ataque e “parte para cima”. Os seres racionais, costumam se complicar um pouco, quando apontam na direção de um objetivo. Mesmo com todo o talento para chegar lá, é incrível a incidência de pessoas que pensam tanto, antes de agir que, ao invés de tomar impulso, encontram dentro delas a força que as mantém no mesmo lugar: a dúvida. 

Duvidar é como jogar água gelada nos sonhos 

A dúvida faz vítimas a cada minuto, por todo o planeta. Não saber o que eu quero, duvidar da minha capacidade, da minha própria força, é o maior desaforo que se pode fazer com a vida. O racional, como o nome sugere, tende a racionalizar o desejo a ponto de se afastar dele.

De repente, é mais fácil imaginar que a maior distância que você consegue percorrer é atravessar a rua da sua casa. Que fique bem explicado aqui, muitas pessoas não querem atravessar o planeta, e está tudo bem. Fizeram essa escolha. Eu me refiro aquele que adoraria fazer isso e, por insegurança, levanta a muralha da dúvida e se separa da própria vontade, sem nem mesmo ter dado um passo.

A vontade não leva desaforo para casa

A Vontade é uma coisa interessante. Eu já reparei que a vontade cansa, fica com preguiça, desiste da gente. Vontade só funciona se vier associada a persistência e constância. Dois agentes que proporcionam a tração importante para atravessar a “lama”, que pode acontecer na jornada, e manter o foco na alvo. Qual alvo? O alvo que não adia a felicidade para depois do almoço. Agarra com vontade, persistência e constância a vida e, de dentro para fora, constrói e vive os seus jardins.

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