Vida com História

O caminho

Natureza

Comentários (0) / 28 de abril de 2022

Nove horas, sol, eu e uma amiga saímos para caminhar. Ela levou o Poker, um cachorro super fofo, eu levei a vontade de conversar e melhorar o condicionamento físico. Naturalmente, escolhemos a direção do parque, dois quarteirões distância de casa. O papo fluía gostoso, entre outros assuntos, alongamos o ponto de vista de cada uma em relação ao metaverso. 

Não poderia ser mais adequado aquele cenário de canteiros gramados e árvores, para falar do mundo, ainda pouco acessível aos cinco sentidos, da realidade artificial.

Caminhamos em um ritmo gostoso de passos combinados com o tema. Concordamos que é difícil aceitar a representação da nossa própria história em um boneco, inserido no cenário virtual de simulação da realidade.

Para a minha geração é como se eu me afastasse a tal ponto de mim mesma que eu nem me reconheceria mais.

Talvez, o propósito dessa realidade seja afastar a gente da nossa versão original. Nos levar a acreditar mais no boneco que se move no universo da tecnologia do que aquele que se tropeçar, na caminhada, pode  ganhar um bom arranhão.

Alivia saber que existe a promessa dessa realidade virtual, ou aumentada, trazer benefícios para a medicina, por exemplo, para a indústria; o que incomoda é ver a evolução da tecnologia nos afastar do encontro real entre humanos, para bater um papo, fazer uma caminhada ou dançar.

No nosso caso, por acaso, o trajeto trouxe um brinde super real:  uma aula de dança, ao ar livre.

Promovida pela Mude, um aplicativo de yoga e fitness, acontecia, naquele instante, essa aula gratuita, entre as árvores do parque.

Entramos na dança, onde cada um acompanhava a coreografia, guiada por um professor, no seu ritmo. Soltar o corpo e explorar novos espaços,  era o ponto máximo que transformava em bailarinos e bailarinas cada um dos participantes. Até o Poker colaborou, amarrado em um cantinho com vista para a nossa performance. 

Depois de quatro músicas, retomamos a caminhada e já não estávamos acalcando o tênis no chão como no início. A música e a dança deram leveza para o corpo e nos colocaram no presente absoluto daquele momento único: o caminho.

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