Vida com História

Não acredite em tudo que você vê

Momento

Comentários (0) / 2 de março de 2022

Perspectiva pode ser uma ilusão, uma confusão, que coloca, na frente dos fatos, temores e expectativas irreais

Muita gente tem o hábito de olhar o mundo com uma carga de julgamentos e suposições que, na maioria das vezes, não combinam com a realidade.  Quantas conclusões precipitadas elas tiram, a partir de uma imagem, por exemplo. Buscam sinais no outro e nas situações, pautadas no que elas veem, muito mais do que naquilo que elas sentem. Se você se identificou, pare e pense nos eventos e pessoas que frustraram você, simplesmente, por colocar um monte de coisas na sua cabeça, antes de entender a situação por completo.

Isso não é novidade, você poderia me dizer. E não é mesmo. O que eu quero saber, é como você evita isso. Eu mesma já me atrapalhei um bocado por abusar da minha criatividade inventando  histórias para circunstâncias e pessoas. No fim, eu me afetava tanto com os cenários que quando os fatos aconteciam de verdade eu me sentia em outro planeta. Pois é, a gente inventa muita coisa e daí fica tão poluído que não enxerga mais nada. 

Outro dia, em uma das minhas mediações de conflitos, uma senhora entrou em desespero só de olhar para o representante da empresa que cobrava dela uma posição sobre um aluguel atrasado. Contou tudo que a impedia de pagar o valor integral da dívida, praticamente aos prantos. Todas as vezes que eu dava voz para o outra parte falar, lá vinha ela com mais uma notícia triste. Tive que parar a audiência e pedir um tempo para conversar com a senhora sozinha. A primeira coisa que eu disse a ela foi: Vamos escutar o que eles tem a dizer. Ela se acalmou um pouco e escutou. A proposta de pagamento estava de acordo com o que ela podia arcar e o acordo aconteceu. 

Ouça o que o outro tem para dizer. Não entendeu alguma coisa? Quer saber mais detalhes? Pergunte. 

No açougue do mercado, perto da minha casa, eu assiste uma cliente discutindo com o açougueiro porque ele não preparou a carne do modo como ela pediu. Só de olhar a embalagem, ela começou o show de horrores como se aquilo fosse o pior momento da vida. Chamou atenção a resposta do rapaz para aquele alvoroço: Desculpe senhora eu me enganei, a sua embalagem é essa aqui, é só trocar. Obrigada. 

Eu adoro o chavão: Perguntar não ofende. E, se você pergunta, descobre que, como o gato da foto, dependendo da perspectiva que você coloca os assuntos da vida, eles viram monstros gigantes fora do contexto. Escute, e para escutar bem pergunte. Assim as coisas assumem a forma e ao tamanho certo e daí em diante sim, você pode decidir se vai se desesperar ou encontrar um caminho para a solução.

Compartilhe essa história com quem você gosta...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Email this to someone
email
Share on LinkedIn
Linkedin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *