Humanidade

Natureza

Comentários (0) / 10 de julho de 2019

A foto eu tirei do painel, atrás do balcão de inscrições de uma universidade. Olhando para ela, repare o quanto a cena está longe da rotina moderna e próxima do desafio para sair do automático, do instantâneo, em série.

Na vida de uma jovem adolescente, usar a opção do telefone sem fio seria impensável, né?! Pois bem, em casa, o quarto da minha filha aponta para o contrário. Dezoito anos, acesso ao melhor da tecnologia e olha o que eu encontrei.

Um foco de luz iluminava a arte do dia. Sobre a mesa, tintas, pincéis e o borbulho da imaginação. Objetos diversos repaginavam a personalidade, com estampas escolhidas pela artista.

O quarto, transformado em atelier, não poupava nada. A colcha da cama estava coberta com um generoso glacê de materiais, lay-outs, bolsas, tênis, capas de celular, camisetas. Todos entregues aos cuidados das pinceladas para tornar única a peça.

Um cenário criativo, de portas abertas, mostrava a habilidade para ver além das aparências, encontrar o potencial escondido em cada objetivo e elevá-lo à categoria de arte.

Uma flor é delicadamente esculpida no desenho sobre a camiseta; bolsas ganham um banho de pintura, com mensagens que imprimem o toque de exclusividade. A artista se debruça sobre o objeto e dedica horas do seu talento, em atenção plena.

O processo, recupera o tempo em que o “ao vivo” era valorizado e aponta para a sensibilidade, pouco exercitada no universo dos recursos tecnológicos. Desliga a artista do automático, requisita os cinco sentidos e oferece a rara experiência que dá autenticidade a vida: a arte, como um telefone sem fio, conecta a jovem com a sua humanidade.

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