Vida com História

Como se livrar das flores de plástico

Natureza

Comentários (0) / 5 de abril de 2022

Você já pensou no quanto a gente se engana com coisas e situações. Acontece nos relacionamentos, onde pequenos gestos fazem acreditar em grandes compromissos. Nas indicações de caminhos, nas promessas de que aquilo é o melhor que você pode ter; nas muitas embalagens maravilhosas que carregam desafeto e decepções. 

Tem ainda aquelas pessoas que se acostumam com o falso e quase acreditam que é verdadeiro.

Mesmo sem o aroma, a textura e o viço que a natureza desenha para ser incomparável e inimitável, tem gente que reconhece valor na cópia mal feita. 

O que dizer das soluções mirabolantes que algumas seitas prometem entregar se você ofertar algo;  e você fica lá esperando o retorno, como quem aplica no mercado financeiro das falácias realizáveis. 

Eu sempre acho que o adoçante não substitui o sabor do açúcar, mesmo assim, quando o meu corpo pede dieta eu me convenço  de que aquele gosto é igual. Tem ainda as fajutices que a gente escuta, em forma de notícias, leva um susto e na sequência chega o alívio: fake News.  

É infinita a lista de flores de plástico que tentam convencer a gente, da natureza imperfeita da sua silhueta.

Flores que enfeitam para sempre porque desrespeitam o primeiro principio natural que é: vida e morte. O prazo de validade mais fabuloso que determina o momento de deixar de existir para que uma nova semente tenha seu lugar. 

Uma amiga tinha flores de plástico em casa, há anos. Achava prático. Alguém disse que as flores deixavam a energia estagnada. Ela resolveu se livrar dos arranjos e ofereceu para uma funcionária que prontamente respondeu: Eu prefiro regar as minhas flores, disse a funcionária e não aceitou levá-las.

Com dó de jogar no lixo, falou com o porteiro do prédio: muito gentil a senhora me oferecer as flores, mas confesso que eu não gosto. E a moça voltou com as flores para casa. No elevador, uma vizinha perguntou: Flores de plástico? Me dá alergia só de pensar no pó que elas acumulam. 

A moça não imaginava que fosse tão difícil se livrar de flores. Decidiu enrolar todas em um saco preto e entregar para outra pessoa, sem revelar o que tinha dentro. Tome, leve para você fazer um arranjo, em casa. E a senhora agradeceu, com um sorriso, e levou o presente embora.

A distância entre a gentileza e a abertura do saco daria o tempo para a moça se livrar do falso e a senhora descobrir o verdadeiro. 

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