Borogodó

Momento

Comentários (0) / 11 de julho de 2019

A Bahia envolve a gente com borogodó e eleva a alma para um lugar de tranquilidade incomparável. Não sei se é por causa do sal, da água de coco, más um axé gruda em você  e transforma o seu modo de agir.

Há vinte anos, frequento a Bahia e, todas as vezes, me surpreendo. É como se eu ficasse fora do comando e uma nova ordem ocupasse cada espaço de tempo. 

Dessa vez, eu cheguei equipada com computador, iPad, câmera, e a lição de casa de preencher várias planilhas de excel.

Caminhadas e um bom banho de mar não facilitaram a minha tarefa. Ao contrário, provocaram uma luta entre o racional duro, exigente e a leveza desse borogodó. 

Quando eu falo de leveza não estou me referindo a preguiça, e sim, a escolhas. Só para citar um exemplo, sentei na varanda, abri o computador, iniciei a planilha e interrompi para ir à cozinha buscar um copo d’água. Lá eu vi a dispensa pedindo ordem. Não tive dúvida; me entreguei à tarefa e, com a disponibilidade de quem se diverte, passei horas organizando cada ingrediente do nosso cardápio. 

Terminei tarde e reencontrei o computador aberto na planilha. Sem a menor culpa, fechei tudo. 

A planilha podia esperar até o dia seguinte. Eu merecia uma boa água de coco e mais um mergulho.

Longe do stress, parece que os compromissos ficam menos rabugentos e entendem a oportunidade de atendê-los, no seu tempo. 

Esse borogodó faz a gente viver as coisas com a prioridade, sob medida. Organizar a dispensa não foi uma interrupção, foi apenas um intervalo. 

Movida ao borogodó baiano, entre um banho de mar e outro, as planilhas tem vez, em um fluxo que faz tudo fluir.

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